
Parece-me tão natural e óbvio incluir profissionais nas empresas com qualquer tipo de gênero, religião, raça, denominação ou deficiência (PCD’s)… Afinal, o direito à igualdade de oportunidades, à liberdade de opinião e outros, estão garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotado pela Organização das Nações Unidas, desde 1948, e na Constituição Federal, de 1988. Mas não é simples assim! A realidade ainda é bem desafiadora e há muito a ser superado, apesar das transformações positivas que já ocorrem, onde conseguimos enxergar “uma luz no fim do túnel”.
Um artigo publicado na Harvard Business Review, Diversity Doesn’t Stick Without Inclusion, cita que a Diversidade não se sustenta sem a inclusão. E é verdade! Enquanto a primeira define a pluralidade de características que diferencia uma pessoa da outra, seja ela qual for, a segunda está relacionada à prática dessas diferenças, ou seja, se trata de garantir o emprego, dentre outras oportunidades, para a pessoa, independente da cor da pele, da orientação sexual, da religião, dentre outros. No entanto, não basta garantir a oportunidade. As empresas devem se comprometer a proporcionar o crescimento e o desenvolvimento nos cargos que essas pessoas ocupam. Logo, praticar a inclusão de verdade é algo bem desafiador.
Para isso, a cultura organizacional deve ser bastante inclusiva e transformar o comportamento das pessoas que ali trabalham, deixando-as mais receptivas, acolhedoras, com um olhar mais humanizado e mantenedoras de atitudes de valorização, respeito e igualdade com o outro. Somente assim, se cria um ambiente compreensivo, de acessibilidade e extremamente gratificante, tanto para empregados, quanto para empregadores e clientes, isso para não falarmos da sociedade como um todo.
Uma pesquisa de bastante relevância realizada pela Deloitte em 355 empresas, sobre Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) nas Organizações, mostra que a prática da DE&I traz 94% de benefícios aos negócios, uma vez que tornam o ambiente corporativo mais respeitoso e acolhedor; contribuem em 93% para inovação, além de reter os profissionais em 90% dos casos.
Na prática, para algumas empresas, os números acima são ainda inalcançáveis, mas ninguém disse: “mudança planejada, de ações diárias, focada e com indicadores para que os resultados sejam exitosos”.
Fonte: Revista Febradisk
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